
Numa concertina comum, cada volta da espiral é independente. Isso significa que dá para empurrar uma volta contra a outra, ou afastar duas, e abrir um vão suficiente para passar. É a fraqueza conhecida do modelo simples.
Na concertina clipada, clipes metálicos prendem cada volta às vizinhas em vários pontos da circunferência. O conjunto deixa de ser uma mola solta e passa a se comportar como um cilindro rígido. Empurrar uma volta puxa as outras junto, e o vão simplesmente não se abre.
Essa é a diferença inteira entre os dois modelos, e é por isso que a clipada custa mais e protege mais.
Na concertina simples, o erro de instalação mais comum é esticar demais para economizar rolo. Isso abre o espaçamento entre as espiras e derruba a eficácia da barreira, mesmo com o produto certo instalado.
Na clipada isso não acontece. Os clipes fixam o espaçamento de fábrica, então não existe como esticar demais. O resultado é uma instalação consistente, independente de quem montou. Em obra terceirizada ou perímetro extenso, isso vale bastante.
Como as espiras ficam mais próximas, a clipada cobre menos metros por rolo que a concertina simples. Vale considerar isso no orçamento, porque o cálculo feito com o rendimento da simples deixa faltar material.
Em compensação, o rendimento é previsível. Na simples, dois instaladores diferentes cobrem metragens diferentes com o mesmo rolo. Na clipada, o resultado é sempre o mesmo.
Em muro alto, aumentar o diâmetro da concertina costuma render mais proteção do que aumentar a altura do muro, e sai bem mais barato.
Vale ser honesto: nem todo caso pede clipada. Em residência de rua movimentada, divisa entre vizinhos e terreno com muro alto, a concertina simples cumpre bem o papel e custa menos.
O critério prático é o tipo de risco. Contra o oportunista, que desiste no primeiro obstáculo, a simples basta. Contra quem chega com ferramenta e tempo, a clipada é o que segura.
A concertina passa a vida inteira exposta a chuva e sol, sem nenhuma manutenção. O revestimento de zinco é o que garante que ela continue íntegra e cortante daqui a dez anos, em vez de virar um enfeite enferrujado no topo do muro.
Na clipada isso importa ainda mais, porque os clipes também precisam resistir. Clipe corroído solta, e a concertina clipada que perde os clipes vira uma concertina simples cara. O guia sobre o que é aço galvanizado explica como essa proteção funciona.
O guia sobre concertina, tipos e instalação tem o passo a passo completo.
O ponto que mais gera problema é o avanço sobre a calçada ou via pública, porque se alguém se ferir passando na rua a responsabilidade é de quem instalou. Alguns municípios também definem altura mínima e regras de sinalização.
Como isso varia de cidade para cidade, vale uma consulta rápida na prefeitura antes de fechar o projeto.
Em empresa e galpão, a concertina clipada raramente trabalha sozinha. A combinação mais comum é cerca de tela galvanizada com a clipada no topo, o que fecha o perímetro de baixo a cima.
Se a intenção for somar detecção, a cerca elétrica avisa mas depende de energia. A concertina impede a passagem e não depende de nada. Em projeto sério, as duas se completam.
Uma inspeção visual por ano resolve. Confere se os clipes continuam no lugar, se as amarrações seguem firmes e se algum trecho foi amassado. Clipe faltando é o único ponto de atenção específico deste modelo, porque é ele que sustenta a rigidez do conjunto.
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Manda a metragem do perímetro e o tipo de base, se é muro ou cerca, que a gente retorna com o orçamento completo, incluindo suportes e arame de amarração. Confere também a linha completa de concertina e telas.
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